Amigos do Ventor

 

 
 
   Jan,25.ol-035.jpg

Pintassilgo - uma beleza amiga do Ventor
          

 

 
         
     
         
          

Há anos que caminho junto com o nosso amigo Ventor. Eu, o Ventor e a minha dona, somos unha com carne. Partilhamos a mesma casa, a mesma cama, a mesma mesa, o mesmo automóvel .... É aqui, na nossa esquina, que nos encontramos, via Net, com os nossos amigos e é também aqui que recebemos os mais chegados. Aqueles que podem cá vir, pois muitos amigos do Ventor só o conhecem em plena liberdade. Fui tirado da rua pelo Ventor e pela minha dona e nunca mais deixamos de ser amigos. Vivemos uma amizade sem fim, entre nós e entre nós e os nossos amigos. 

Eu sou o vosso amigo Quico

 

 

 Fev,10-023.jpg

         
         
     
         
          

 Jan,25.ol-031.jpg

 

O Ventor chama-me o gato gaiteiro, e isto porque, quando vejo o Ventor, fico maluco. Fico doido com a companhia dos meus amigos e mais ainda com a companhia do Ventor. E então chamo-os tão intensamente que dizem que pareço uma gaita. Depois, ele gosta de me tirar fotografias. Acha-me fotogénico e eu gosto de ver, aliás, sinto-me bem no meio dos flashes. Eu não fui abandonado, mas sei lá que me aconteceria se a minha primeira dona não arranjasse a quem me oferecer. Talvez tivesse a mesma sorte que tiveram estes meus amigos e muitos outros que conheci como o meu grande amigo Nhiço e outros que nem tive oportunidade de conhecer. 

 

Eu sou o Matias, grande amigo do Ventor

 

         
         
     
         
            

Vejam a minha amizade com o Tomás! Eu sou uma espécie de ama do Tomás. Ele é o rei da casa, e agora temos de partilhar as nossas brincadeiras com a Maria Teresa. Eu sei que o Tomás é meu amigo e é meu dono, mas às vezes torna-se chato demais. Às vezes apetecia-me esgatanhá-lo, mas Deus me livre de tal. Além disso o Ventor está sempre a ensinar o Tomás a comportar-se comigo. O Tomás pensa que eu não devo partilhar a 100% algumas coisas. Por exemplo: não me quer junto da maninha - a Maria Teresa. Não quer que eu brinque com os brinquedos dele e de repente é meu amigo. Não sei como lidar com ele. Mas acabamos por nos entender sempre. 

 

Nós somos o Tomás e o Matias

 

 Jan,25.ol-034.jpg

         
         
     
         
          

 Jan,25.ol-035.jpg

   

Vêm! Com umas festas e umas brincadeiras, o Tomás acaba por se tornar um chatarrão. E não é por mal! Temos de ser pacientes uns com os outros. Depois temos um grande problema. Com o Ventor cá em casa, tentamos disputar um ao outro, mais uns segundos com o nosso grande amigo. O Tomás até parece que tem ciúmes de eu me chegar sempre para o Ventor. Estou sempre a miar e ele acha que me torno aborrecido, mas o Ventor não se importa. Vem logo fazer-me festas e eu não preciso de mais nada. Apenas certificar-me da nossa amizade, pois o tempo do nosso convívio é sempre pouco e o Tomás torna-se invejoso.

 

Aqui somos o Matias e o Tomás

         
         
     
         
          

O meu nome é Maria, mas como agora temos outra Maria cá em casa, a nossa Maria Teresa, eu passei a ficar mais conhecida como a Fifi. Também sou doida pelo Ventor. Ele adora tirar-me fotos e eu adoro ir para o colo dele. Mas o Matias é um invejoso! Sempre que me vê ao colo do Ventor vai logo para lá fazer um chinfrim e fazer tudo para correr comigo. Apetecia-me dar-lhe uma dentada, mas depois nunca mais nos entendíamos e, assim, um de nós tem de deixar o Ventor. Normalmente acabamos por sair os dois, pois tornamo-nos chatos e o Ventor acaba por nos sacudir dali. Mas mal o Matias se distrai, aí vou eu a correr. 

 

Eu sou a Fifi.

 

 

 Jan,25.ol-043.jpg

         
         
     
         
          

 Jan,25.ol-052.jpg

Eu sou a Magda

 

 

Daqui do meu miradouro, vejo sempre chegar o Ventor. Eu sou a mais velha cá da casa. Todos foram chegando depois. A minha mãe, que era uma gata da rua, preta e muito bonita, foi-me dar à luz na arrecadação dos meus donos. O meu amigo Nhiço que descia pela escada abaixo esperar o seu dono à porta da rua, começou a olhar os seus amigos da rua mais de perto. Como a minha mãe era muito meiga e bonita e tinha também um irmão muito lindo e também preto, o Nhiço pedia ao dono para os deixar subir até casa para comerem do seu comer. Depois conversavam muito e a amizade tornou-se muito grande. Um dia a minha mãe disse ao Nhiço que estava grávida e não sabia onde ir ter os seus filhotes. O Nhiço teve pena dela e disse-lhe para entrar pela janela de bandeira da cave onde o nosso dono tinha a arrecadação e tivesse lá os filhotes. A minha mãe assim fez. Teve ai os seus filhinhos, entre eles eu. Depois a minha dona ficou muito preocupada comigo e os meus irmãozinhos. À medida que fomos sendo maiorzinhos, a minha dona arranjou donos para todos, mas gostou tanto de mim que ficou comigo. E foi uma grande tristeza, quando demos por falta da minha mãe.

         
         
     
         
 

Mais tarde, quando o filho da minha dona casou, o pai do Tomás, ele levou-me com ele para a nossa nova casa e deixou o Nhiço com a mãe. Depois para eu não ficar só, arranjou-me um amigo a que chamou Tomás, mas o Tomás morreu de ataque cardíaco e foi uma grande tristeza para todos. O meu dono sentiu uma grande tristeza pela morte do Tomás e como não me queria ver só, foi com o Ventor buscar o Matias e hoje somos todos muito felizes. Eu, o Matias, a Fifi, o nosso amigo Zé e o Quico.

 
         
     
         
            

Eu sou o Zé, o grande amigo do Ventor. Tal como todos os meus amigos anteriores, fui arrancado à rua. Foi o pai do Tomás que fez tudo para me sacar da miséria da vida. Fui abandonado, sabem? A sorte dos bichos como nós é encontrarmos pela frente, gente como esta grande família, agora a nossa família!É terrível sabermo-nos abandonados!

É terrível, sobretudo para aqueles que conhecemos os donos a quem tanto queríamos e, de repente, olham-nos nos olhos, e gritam: "não te quero"! Assim, quando nós temos uma casa onde dormir, onde comer, beber e onde pensamos que somos amados, votam-nos ao ostracismo.

O nosso dono, com olhar de malvadez, observa-nos e começa a pensar. Pensa que somos um estorvo para a sua vida normal. Afinal o seu filhote ou filhota que tanto queriam o cãozinho, o gatinho, a cadelinha, o passarinho, o ... acha que, afinal, foi tudo um mal entendido. O miúdo não liga, o trabalho sobra para mim e quero é que o puto e o cão se lixem!

 

 ago,15-ze.jpg

Eu sou o Zé

 

         
         
     
         
 

Metem-nos no carro, levam-nos até um local qualquer, a própria auto-estrada, abrem a porta e chutam-nos porta fora. Imaginem que até há aqueles que nos fazem uma festa, nos abraçam, nos apertam com força e nem sabem se devem arrepender-se e voltarem para trás connosco ou sem nós. De repente, a malvadez vence-os e eis-nos sós no mundo, sem comer, sem beber e quantos desfeitos sob os rodados dos automóveis.

 
         
     
         
 

Sigam-me, gato8.jpg  que os amigos não acabam ejamos mais estas belezas, as Dedaleiras se não gostarem das dedaleiras do Ventor, regressem à Grande Caminhada mas não procurem lá os seus inimigos porque, estes, se os há, o Ventor não os conhece! Pelo menos não fala neles!

 
         

 

   
Código Counter Bravenet