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Dedaleiras ...
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| As minhas dedaleiras, a Minha Vanessa (a Ninfa dos Bosques), e omeu Ano de 2004! Diz o Ventor: | ||||
| Para mim foi um belo ano com as minhas dedaleiras e a Ninfa dos Bosques | ||||
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Continuo caminhando em 2005, com saudades de 2004. Mas também posso dizer-vos que, no meu caso pessoal, 2004 terá sido para mim o melhor dos últimos 8-9 anos! Consegui caminhar ao lado dos meus proeminentes amigos naturais e também entre vós. Dediquei o ano de 2004 às florestas, onde sobreiros, carvalhos, castanheiros, fetos, medronheiros, mimoseiras, giestas com as suas maias, azevinhos e javardeiras com as suas bolas vermelhas, e tantas outras árvores e arbustos, foram fonte da saudade. Também dediquei parte do meu tempo, aos bichos, até aos percevejos das malvas! Fui contemplado por muitos dos meus amigos, como galinhas d’água, coelhos bravos, melros, gaios, pintassilgos, ovelhas, vacas, cavalos, póneis, rolas, pombos bravos, águias, peneireiros, e, especialmente, borboletas, entre muitos outros! |
Dedaleiras |
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Dedaleiras |
A beleza do Bosque |
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Durante parte da Primavera, todo o Verão e parte do Outono, tive um lugar privilegiado, um lugar de encanto, onde passei bons momentos ao lado da minha querida amiga Vanessa Atalanta! Sempre que pude aparecia e até parece que ela me esperava! No meio de fetos, silvas, sobreiros, pinheiros, medronheiros, cresceram rumo aos céus, as minhas dedaleiras. Eu sonhava com elas há muitos anos e perdia-me na saudade, mas numa das minhas caminhadas, olho em redor e lá estavam elas acabadas de crescer, observando impávidas, o meu amigo Apolo. |
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A beleza dis carvalhos
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Do meio dessa beleza, em voo rasante ou picado aparecia esvoaçando a Vanessa! No início de Junho parti para o Algarve, julgando que a ia perder para sempre, mas regressei e logo fui ao seu encontro e ela lá me esperava! À passagem das andorinhas, tira-olhos, outras borboletas, queda de folhas, tudo que voasse, ela lá tentava ir ao seu encontro para, na refrega, defender o seu território! Tirava-lhe fotos e ela amavelmente consentia servir de modelo, nos fetos, nas minhas dedaleiras, nos arbustos, nos meus braços! |
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Foi assim tudo tão lindo até algures pelo mês de Novembro. Procurei, procurei e nada da minha beleza a que chamava a Ninfa dos Bosques. Olhei em volta e nada! Tentei seguir o meu rumo, mas lá no alto, a meio de um grande pinheiro o sol iluminava o verde e o ambiente claro e quente seria o ideal para uma borboleta se aquecer. Peguei numa pedra e atirei-a ao ar de encontro ao pinheiro. De lá parte a minha Ninfa e sobre a minha cabeça fez três passagens baixas, a minha menina! Chamei-a, de Vanessa, como sempre fazia e ela regressou. Até parecia que me entendia. Ainda pousou na minha cabeça, mas desta vez não vi a sua sombra projectada. Já não havia sol! Estava sombra e fresco e ela desapareceu e foi para o pinheiro onde ficou no último sol que vimos juntos. |
beleza das flores |
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![]() Espaço lindo |
A Vanessa, no seu último voo, junto de mim, disse: “vou subir Ventor. Aqui está sombra fria e lá em cima o sol é quente”! Dois dias depois voltei! Reparei que a velhice do Outono cedia à chegada do Jovem Inverno, e o frio ficou mais acutilante. Apanhei um pauzinho, uma pedra, bolotas de sobreiros … e fui enviando ao ar, uns após outros, mas nada da Vanessa! Foi para sempre embora do meu convívio a mais bela borboleta que encontrei até hoje. A mais bela, não propriamente pela sua beleza, mas por um conjunto de factores que nunca imaginei que existissem. |
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Primeiro era o bosque que eu conhecera anos atrás, depois, foi o encontro com as dedaleiras da minha saudade que por ali nunca tinha visto. É verdade que há anos que não frequentava aquele belo recanto da Natureza, e quando nesse tempo o frequentava, era sempre em velocidade de cruzeiro, quando eu tinha força nas pernas para varrer tudo à passagem. Nessa altura não tinha tempo para parar. Era no tempo que eu ainda cantava a canção “Reach out, I’ll be there”! O meu lema era: “Corram que eu estarei lá”! E estava! Hoje tudo está diferente. A minha coluna não me deixa cumprir o lema e permite-me observar com mais tempo como a Natureza é bela! |
Viradas ao sol
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Dedaleiras e fetos - tapete de beleza |
Eu acho, que ao olhar com amor as minhas dedaleiras, a Vanessa terá sido levada a pensar que, ela e eu, teríamos que partilhar aquele espaço! E também furiosa em correr com tudo o que se mexia dentro dele, terá sido levada a armar-se a guardiã daquele nosso espaço tão lindo! E assim, apercebendo-se que eu era pacífico, e que estarmos juntos, era belo para os dois, embebemo-nos um pelo outro e um e outro, pelo espaço! |
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| Sigam-me, |
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