| A minha Vanessa | |||||
| A Fada do Ventor | |||||
![]() |
Nos fetos e nas dedaleiras ela não perde o Ventor de vista
|
![]() |
|||
| Provavelmente, a Vanessa partiu chorando por um futuro que nunca mais viria e eu estou por aqui, esperançado de voltar a encontrar mais uma Ninfa dos Bosques semelhante à Vanessa, talvez proveniente dos seus ovos, bela e linda, como ela foi durante meses! | |||||
![]() |
Agora, que já caminho em 2005, andarei de cabeça levantada ou baixa, procurando nos matos belos dos meus encantos, a descendência desta querida menina. A minha Vanessa. Foi ela que, em 2004 me levou a fazer caminhadas umas atrás das outras esperando sempre que ela viesse de qualquer lado. | ||||
|
Vanessa nas dedaleira |
|||||
![]() |
![]() |
||||
|
Vanessa nas silvas |
Vanessa nas dedaleiras já mortas | ||||
| Ela aí está a mostrar-me a nossa beleza que tinha ido para sempre. Muitas vezes pousava nesta ou noutra haste de dedaleirasjá carcomidas pelo tempo, como que a dizer-me que a esfera nada perdoa. Vamos fluir, Ventor, no vácuo do nosso destino! | |||||
![]() |
|||||
| Talvez um dia os meus filhotes pousem no teu braço, como eu pouso agora, para te retransmitirem a eternidade do amor que deve existir entre os homens e os bichos. Eu fico aqui um pouquinho para, durante os próximos milénios, recordares esta amizade sem fim. | |||||
![]() |
|||||
|
Deixa-me chegar um pouco mais acima para ver bem esses teus olhos grandes, por cima dos outros. Não tens ninguém para nos fotografar quando eu pouso na tua cabeça e mostrar ao mundo quanto somos amigos? Talvez um daqueles que passam por aqui pudessem fazer isso, que achas? "Acho que não, Vanessa! Este mundo está podre e se eu pedisse isso, o mais certo seria amanhã, esse alguém aparecer por aqui disposto a te apanhar como um belo troféu e levar as nossas dedaleiras para embelezar uma jarra". |
|||||
![]() |
|||||
| Podes chegar mais o dedo. Eu prometo que trepo e tu poderás olhar-me mais de perto. Mas cuidado com os acúleos das silvas! Este nosso recanto é, de facto, uma maravilha! | |||||
![]() |
|||||
|
Já viste, Ventor, os sobreirinhos? Vê lá como esse bicho horrível a que os humanos chamam aranha, anda por aqui a sirandar e montar armadilhas para me apanhar? Se me veres numa armadilha dessas, não te esqueças de me libertar, Ventor, porque a aranha ainda vai passar um bom bocado à espera que eu me debata e me canse. "Está descansada, que as aranhas não são suficientemente grandes para te apanhar". |
|||||
![]() |
|||||
| É uma beleza, Ventor, eu andar por aqui, junto de ti, e partilharmos este remanso verde, junto dos medronheiros salpicados de vermelho. Até parece que os medronheiros são árvores com sarampo. Aquelas pintinhas vermelhas que os humanos apanham quando são pequenos. | |||||
![]() |
|||||
| Olá, Ventor! Hoje trazes outra camisa. A outra era mais fofinha! Farto-me de rir com o teu desarranjo a tirares a fotografia. Mas deixa lá, está no nosso instinto de defesa. Sou tua amiga mas o meu instinto de defesa obriga-me a ponderar bem a situação. Como tu dizes, alguém pode vir e meter-me numa caixinha de fósforos para se gabar de ter apanhado a tua amiga Vanessa. Também noto que tu não te sentes bem ao tocares-me. Arrepiaste-te todo! | |||||
![]() |
|||||
| "É verdade! O nosso amigo Ventor, arrepia-se todo! Aquele bichinho lindo, a sua Vanessa Atalanta, fá-lo arrepiar-se ao tocar-lhe, mas ninguém será mais amigo dela do que ele. Este grande pinheiro que vocês vêm na foto, foi campo de separação entre o Ventor e a Vanessa. Ela subiu até à copa do pinheiro à esquerda da foto, e disse-lhe": «adeus, Ventor»! | |||||
| Mas tristezas não paguem dívidas. Vamos ter com este
grande amigo do Ventor.
Mas se tiverem medo dele e não acreditarem no Ventor, regressem comigo |
|||||
.